A Síndrome Pré-menstrual

Vulgarmente conhecida por Tensão Pré-menstrual a Síndrome Pré-menstrual (SPM) é recorrente. Afecta aproximadamente 40% das mulheres entre os 16 e os 45 anos de idade. Mas apesar disso apenas 3 a 5% de forma grave.

Quer isto dizer, que a diversidade e severidade dos sintomas (físicos e comportamentais) gera a variabilidade observada na forma como as mulheres afectadas se adaptam.

A Síndrome Pré-menstrual
A SPM é definida por um conjunto de sintomas, físicos e comportamentais, que ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual (têm inicio na semana anterior à menstruação e desaparecem com o início do fluxo menstrual) e que frequentemente interferem na qualidade de vida das mulheres. Estes sintomas periódicos são seguidos por um período totalmente assintomático.

Os sintomas variam de uma mulher para outra, e estão relacionados a esta disfunção mais de 150 sintomas.

O desequilíbrio entre estrogénio e progesterona, o excesso de prolactina, a deficiência de vitaminas B6 e E, actividade inapropriada de prostaglandina e alterações na acção das endorfinas e serotonina são alguns dos factores relacionados à sua ocorrência.

Quadro clínico
As revisões de literatura enumeram um grande número de sintomas psicológicos e somáticos associados à SPM.

De uma forma geral, os sintomas somáticos dizem respeito à retenção hídrica, à sensibilidade mamária ou mastalgia, e dores satélites, tais como dores de cabeça ou cefaleias e dor abdominal. Os sintomas psicológicos variam da irritabilidade e tensão a ansiedade, à agressividade e depressão.

O diagnóstico baseia-se exclusivamente no quadro clínico e o tratamento envolve a mudança de hábitos comportamentais, como a realização de actividade física regular e a ingestão de uma dieta rica em proteínas e pobre em sal na segunda fase do ciclo e, também, o uso de medicamentos.

Abordagem diagnóstica
Fruto da sua a etiologia é através do quadro relatado pelas pacientes que é feita a construção do tratamento. Primeiramente, e como em qualquer outro caso, é importante a compreensão clara dos sintomas destas pacientes antes de iniciar a terapia. Após o exame completo é necessário procurar despistar quaisquer outras causas que possam influenciar a sintomatologia. De seguida, é necessário que a paciente faça um diário de seus sintomas durante dois ciclos menstruais consecutivos. No final destes dois ciclos os sintomas referenciados devem ser revistos e discutidos cuidadosamente, dando-se ênfase aos sintomas que causam maior desconforto ou incapacidade.

É importante diferenciar SPM de outras doenças com os mesmos sintomas. Pacientes com psicopatologia, como diferentes tipos de depressão, ansiedade e psicoses, podem estar convictos de que apresentam SPM. Um factor diferencial é que as pacientes que sofrem de SPM vêem exacerbados os sintomas na fase luteínica (após a ovulação).

O diagnóstico da SPM é, portanto, feito por um diário de sintomas e por eliminação de outras possíveis causas identificáveis responsáveis pelo quadro clínico relatado.

Sintomas da SPM

Somáticos   Psicológicos

Edema mãos e pés
Ganho de peso
Mastalgia
Ondas de calor
Cefaleias
Dor abdominal
Alterações intestinais

Irritabilidade
Agressividade
Ansiedade
Depressão
Letargia
Insónias
Mudança de apetite
Labilidade
Diminuição da libido
Perda de concentração
Descoordenação (acidentes)

Orientação terapêutica
Embora muitas mulheres sofram com a sintomatologia relacionada à SPM, apenas 3% a 5% são gravemente afectadas. Deste modo, a selecção dos fármacos e de outras terapêuticas deve ser alinhada às necessidades sintomáticas da paciente em causa e após a análise do seu quadro clínico.

A paciente deve ser encorajada a fazer exercícios pelo menos três ou quatro vezes por semana, principalmente na fase luteínica. Um bom plano alimentar também é recomendado. Pode-se ainda optar por adicionar um diurético que não espolie potássio ao regime terapêutico, caso a paciente reclame de edema durante esta fase do ciclo.

Nos casos mais graves, os ansioliticos parecem ter mérito no controlo dos sintomas da SPM. Estudos mostram que os inibidores selectivos da recaptação de serotonina são também efectivos para o tratamento da SPM.

Por fim, importa alertar que a SPM deve estar, por definição, associada aos sintomas que interferem de forma grave com a qualidade de vida da mulher. Consequentemente, um princípio que aqui deve ser tido em conta toda a sua dimensão é o de que a decisão para o tratamento deve basear-se, entre outras variáveis, fundamentalmente, na vontade da paciente com vista à melhoria dos sintomas.

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