6 Conselhos no sucesso da integração da criança à escola

O tempo passa a voar e as férias, que ainda agora começaram, estão quase a acabar!

Se por um lado, as suas expectativas face ao comportamento da criança, à sua adaptação à escola, às novas normas e ao desempenho escolar são grandes, por outro, também a criança está ansiosa por enfrentar uma mudança, com novos amigos e professores.

Sabemos hoje que o ajustamento aos primeiros anos de escola tem implicações no sucesso escolar futuro, no desenvolvimento (ou não) de problemas da área da saúde mental, no consumo de álcool e drogas, nos comportamentos desviantes e nas patologias do foro emocional.

Por isso, mais do que adquirir material escolar, a preparação para a entrada na escola é essencial para que tudo corra bem, e o seu filho enfrente esta nova etapa da vida nas melhores condições.

1. Um período de pré-adaptação é essencial

Converse com o seu filho explicando-lhe o que é a escola, quais as atividades que lá se desenvolvem e, caso possa, programe uma visita para que a criança se comece a ambientar ao espaço e a conhecer os educadores/professores.

A hora de deitar e acordar também deve começar a ser antecipada para que de forma progressiva se habitue aos novos horários.

2. Visitar o pediatra

Leve o seu filho ao médico para fazer os exames de rotina para esta faixa etária. Nesta altura importa excluir todos os problemas que podem interferir no aproveitamento escolar, nomeadamente os problemas de visão e auditivos, da saúde oral, vacinação, estado de nutrição e tensão arterial.

É possível que o pediatra recomende um estudo oftalmológico e auditivo mais aprofundado, uma ida ao dentista e algumas vacinas extra plano Nacional de Vacinação.

Se a criança não vê ou ouve bem, terá dificuldade em aprender e poderá desinteressar-se ou sentir-se frustrada.

Tome nota: As alterações oftalmológicas e auditivas na criança nem sempre são percebidas pelos pais ou professores e há condições médicas que revertem completamente desde que sejam identificadas nesta faixa etária.

3. Respeitar os horários das refeições e fazer uma alimentação completa e equilibrada

A criança deve ingerir diariamente alimentos de todos os grupos da Roda dos alimentos, cumprindo a proporção que é sugerida pelo tamanho de cada sector, variando dentro de cada grupo.

Ao longo do dia devem ser feitas entre 5 a 7 refeições, de forma a não exceder as 3 horas sem comer.

A água é a bebida de eleição durante as refeições e fora delas, devendo ser consumida entre 1L a 2L para que a urina se mantenha clara e com pouco cheiro.

O pequeno-almoço deve ser sempre tomado antes de sair de casa.

Os legumes, hortaliças e leguminosas, devem ser diariamente ingeridos ao almoço e ao jantar, na sopa ou nas saladas, e legumes que acompanhem o 2º prato.

Deve dar-se preferência à fruta da época que deve ser variada e consumida na quantidade de 2 a 3 porções/dia.

O peixe, a carne e os ovos devem ser consumidos com comedimento e em alternância, sempre limpos e aparados de toda a pele e gordura visível.

Há alimentos que devem ser ingeridos com muita moderação:

  • Evitar o açúcar, o mel, o chocolate ou farinha láctea com leite;
  • Consumir pouca gordura, preferindo o azeite;
  • Usar pouco sal e evitar alimentos salgados;
  • Limitar bolachas, bolos, gelados, chocolates, snacks, até 1/semana;
  • Limitar as bebidas açucaradas até 1/semana, preferindo a água;
  • Evitar fritos, salsichas, aperitivos e fast-food;
  • Evitar o mais possível caramelos, chupa-chupas, gomas, rebuçados ou outras guloseimas.

Em suma, nesta idade impõe-se a interiorização dos hábitos alimentares que irão acompanhar o seu filho toda a vida, devendo insistir-se na diferenciação positiva entre a alimentação de todos os dias e a alimentação dos dias de festa. Aqui, como noutras áreas, o exemplo parental como modelo de alimentação saudável da família é essencial.

4. Praticar atividade física é criar filhos felizes!

Promover a prática de atividade física regular é aproveitar a energia natural que a criança tem para que ela se divirta! Isto porque todas as crianças gostam de pular, correr e saltar!

O desporto transfere autoestima, ensina a socializar, ensina regras e disciplina e melhora o desempenho intelectual e escolar!

Relativamente à saúde física é conhecido o impacto que a atividade física tem na diminuição das doenças cardíacas e cerebrovasculares e na diminuição da osteoporose nos adultos, quando se inicia o desporto ainda em criança. Para além destes benefícios, o desporto ajuda na prevenção da obesidade e diabetes, reduz a ansiedade e a depressão, melhora a qualidade do sono e evidentemente aumenta a agilidade, força, reflexos e correção de eventuais deformidades físicas.

Apesar de tudo é importante que o desporto seja praticado com professores especializados. No caso das crianças mais novas, elas devem sobretudo divertir-se enquanto praticam o desporto. Considera-se que a competitividade e a especialização desportiva são prejudiciais antes dos 6 anos. Nestes primeiros anos a criança deverá sobretudo brincar e jogar com prazer (evite a competição até aos 12 anos pelo menos)!

Após os 5 anos e até aos 11 anos é aconselhável que a criança pratique vários desportos, eventualmente um individual e outro em grupo.

Entre as várias opções disponíveis, deverá escolher aquela que a criança mais gosta e que poderá realizar-se mais perto de casa, para lhe permitir ter ainda tempo para estudar e brincar evitando a carga de trabalho excessiva.

5. Ter consciência de como deve evitar alguns acidentes

A criança deve viajar sempre no banco de trás do automóvel e em cadeiras apropriadas, para além de todos os cuidados gerais relativos à condução. Os medicamentos devem estar sempre bem guardados e os produtos de uso domésticos e pesticidas devem manter-se nos recipientes originais e longe do alcance das crianças; Relativamente a queimaduras deve cozinhar com as pegas dos tachos rodadas para dentro, muito cuidado com lareiras, braseiras e qualquer tipo de fonte de calor. Ensine a criança a nadar (idealmente entre 3 e 8 anos).

Para mais informação consulte a Associação para a Promoção da Segurança Infantil.

6.  Ter bons hábitos de higiene

Para manter a saúde do nosso corpo precisamos ter alguns cuidados de higiene uma vez que a falta deles facilita a propagação de doenças:

  • Lavar os dentes ao acordar e após as refeições;
  • Lavar as mãos antes de comer, sempre que chegar da rua e após uma ida à casa de banho;
  • O banho deve ser diário e, de preferência, ao final do dia;
  • Lavar a cara e escovar o cabelo ao acordar;
  • Manter as unhas curtas.

 A criança quer ser crescida, e vai imitar o comportamento do adulto. Por isso, a consistência entre o que dizemos e o que fazemos é essencial para que integre as aprendizagens feitas.

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